Farmacologia - Arte no Papel Online
Curso Farmácia Faculdade Farmácia Farmacia EaD Farmacologia Básica
Farmacologia

Farmacologia

Curso Farmácia Faculdade Farmácia Farmacia EaD Farmacologia Básica

DESCRIÇÃO

Farmacologia é a disciplina que caracteriza a farmácia , quando você pensa em farmácia  você pensa em farmacologia. Boa parte da farmacologia é explicada fisiologia.

Farmacologia é a identidade dos farmacêuticos e  futuros farmacêuticos 
 
Essa palavra farmacologia vem do grego Pharmakon – Veneno ou substância terapêutica. "Qualquer substancia pode atuar com remédio ou veneno "


Farmacologia - Estuda a interação dos fármacos e medicamentos com os organismos vivos, avaliando os riscos e benefícios relacionados ao seu uso.

Há mais de 3.000 anos a.C.:

• Uso de ervas e poções. Drogas de origem vegetal ou animal.

• Terapêutica baseada em lendas e misticismo.

Papiro de Ebers - Um dos tratados médicos mais antigos e importantes. Escrito no Antigo Egito em cerca de 1550 a.C.

• Contém mais de 700 fórmulas mágicas e remédios populares.

• Mede aproximadamente 20 metros de comprimento


(129-200 d.C.) Galeno – 1º a considerar a teoria das doenças. Descrição de numerosas drogas de origem natural, criou preparações de remédios. “Pai da Farmácia” 

 A partir do séc. X  Surgimento das
Boticas ou Apotecas.

 Boticários  Papel de médico e farmacêutico.

1240 d.C. Separação da Medicina e Farmácia. Decreto do Imperador alemão Frederick II.


• Farmacocinética: “O que o organismo faz com o fármaco”. ( É o que o seu corpo faz com o medicamento ) .

• Farmacodinâmica: “O que o fármaco faz com o organismo”. É o que o medicamento faz com seu corpo . Qual o efeito ?


Conceitos


Remédio: Qualquer coisa que faça o indivíduo se sentir melhor, como clima, terapia, fisioterapia, massagem, etc, inclusive medicamento.

Droga: Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), droga é toda a substância que introduzida no organismo vivo modifica uma ou mais das suas funções, resultando em efeito benéfico ou maléfico.

Medicamento: Produto farmacêutico, tecnicamente obtido ou elaborado, com finalidade profilática, curativa, paliativa ou para fins de diagnóstico (BRASIL,1973).

Princípio Ativo: substância química principal responsável pela ação farmacológica,terapêutica do medicamento. Pode ter mais que um no medicamento. Também conhecido como FÁRMACO.

Excipiente - Substância farmacêutica auxiliar que do ponto de vista farmacológico é inativa e permite que o princípio ativo tenha uma determinada forma farmacêutica.

Forma Farmacêutica – Forma final que o medicamento apresenta (suspensão,cápsula, comprimido, solução, gel, etc).

Posologia: É o modo como o medicamento deve ser administrado.

Tempo de meia-vida: É o tempo necessário para que a metade de uma substância seja removida do organismo por um processo químico ou físico.

Placebo: "o nome dado a qualquer medicamento administrado mais para agradar do que beneficiar o paciente".

MEDICAMENTO DE REFERÊNCIA 

“Produto inovador registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária e comercializado no País, cuja eficácia, segurança e qualidade foram comprovadas cientificamente junto ao órgão federal competente, por ocasião do registro” (BRASIL, 1999).


MEDICAMENTO GENÉRICO 

“É aquele que contém o mesmo fármaco (princípio ativo), na mesma dose e forma farmacêutica, é administrado pela mesma via e com a mesma indicação terapêutica do medicamento de referência no país, apresentando a mesma segurança que o medicamento de referência no país podendo, com este, ser intercambiável.”


MEDICAMENTO SIMILAR 

“É aquele que contém o mesmo ou os mesmos princípios ativos, apresenta mesma concentração, forma farmacêutica, via de administração, posologia e indicação terapêutica do medicamento de referência registrado no órgão federal responsável pela vigilância sanitária, podendo diferir somente em características relativas ao tamanho e forma do produto, prazo de validade, embalagem, rotulagem, excipientes e veículo, devendo sempre ser identificado por nome comercial ou marca”

Biodisponibilidade – indica a velocidade e a extensão de absorção de um princípio ativo em uma forma de dosagem, a partir de sua curva concentração/tempo na circulação sistêmica ou sua excreção na urina.

Bioequivalência – consiste na demonstração de equivalência farmacêutica entre produtos apresentados sob a mesma forma farmacêutica, contendo idêntica composição qualitativa e quantitativa de princípio (s) ativo (s), e que tenham comparável biodisponibilidade, quando estudados sob um mesmo desenho experimental;


Alopatia - Medicina tradicional que usa medicamentos para diminuir ou neutralizar os sintomas.

Homeopatia - A substância que causaria uma doença em organismo saudável, pode reverter os sintomas em uma pessoa já doente. Equilíbrio das forças do organismo

Existe fármaco perfeito ?

CARACTERÍSTICAS : Efetividade, Potência, Fácil administração, Segurança, Seletividade, Reversibilidade, Isentas de reações adversas, Mínimas interações.

Formas farmacêuticas

É a maneira física na qual o medicamento se apresenta.

Ação dos medicamentos


MEDICAMENTOS DE AÇÃO LOCAL: O medicamento age no local onde é aplicado, não passando pela corrente sanguínea, podendo ser aplicado:

Na pele (pomadas, loções, cremes, entre outros); 

• Na mucosa (supositórios, óvulos vaginais, colírios, gotas otológicas, colutórios); 

• Contrastes radiológicos; 

• Sólidos e líquidos de ação no aparelho digestivo (antiácidos)

MEDICAMENTOS DE AÇÃO SISTÊMICA: O princípio ativo terá de ser absorvido e entrar na corrente sanguínea para, então, chegar ao seu local de ação. Exemplo:

• O paciente toma um comprimido de furosemida (LASIX®) – Ao chegar ao estômago, esse princípio ativo será absorvido e entrará na corrente sanguínea, para então chegar aos rins e exercer sua ação diurética; 

• O paciente recebe uma injeção de furosemida (LASIX®) – A droga a ser injetada na veia do paciente, entrará primeiramente na corrente sanguínea, para ir aos rins e exercer sua ação.

As vias de administração dos medicamentos

As vias de administração dos medicamentos são 4 (quatro): 

• Tópica 
• Mucosa 
• Enteral 
• Parenteral

Via tópica

CARACTERIZA-SE PELO USO DE MEDICAMENTOS NA PRÓPRIA PELE;

• CREME 
• GEL 
• LOÇÃO 
• POMADA

Via mucosa

CARACTERIZA-SE POR APRESENTAR ALTA ABSORÇÃO. AS MUCOSAS UTILIZADAS SÃO:

• PULMONAR 
• NASAL 
• CONJUNTIVAL 
• VAGINAL

Via mucosa

• MUCOSA PULMONAR: SERVE PARA ADMINISTRAÇÃO DE SUBSTÂNCIAS VOLÁTEIS COMO GASES E AEROSSÓIS. EX.: HALOTANO FRASCO (FLUOTHANE®)

• MUCOSA NASAL: SERVE PARA ADMINISTRAR MEDICAMENTOS DE AÇÃO LOCAL E DE AÇÃO SISTÊMICA. EX.: OXIMETAZOLINA FRASCO (AFRIN®) E CALCITONINA SINTÉTICA DE SALMÃO (MIACALCIC®) 

• MUCOSA CONJUNTIVAL: SERVE PARA ADMINISTRAÇÃO DE LÍQUIDOS E POMADAS NO GLOBO OCULAR. EX.: CLORANFENICOL COLÍRIO E BISNAGA (ISOPTOFENICOL®)

• MUCOSA VAGINAL: VIA UTILIZADA PARA ADMINISTRAÇÃO DE ÓVULOS E CREMES VAGINAIS DE AÇÃO LOCAL. EX.: ISOCONAZOL ÓVULO E CREME (GYNO-ICADEN®).

Via enteral - tipos

• ORAL
• SUBLINGUAL 
• RETAL 
• BUCAL (PARA SOLUÇÕES, GÉIS E COLUTÓRIOS) 
• GÁSTRICA (SONDA NASOGÁSTRICA, TUBO DE GASTROSTOMIA OU JEJUNONOSTOMIA) • DUODENAL (SONDA DUODENAL)

Via sublingua

• Consiste na absorção de fármacos por debaixo da língua. 
• Evita o efeito de primeira passagem hepático pois a drenagem venosa é para a veia cava superior. 
• As mucosas situadas na região sublingual são altamente vascularizadas por capilares sanguíneos, motivo pelo qual sua absorção é altamente eficaz. 
• Em comparação com a via oral, sua absorção se dá de uma forma muito mais rápida.

Via oral

• É A MAIS UTILIZADA PARA SÓLIDOS E LÍQUIDOS, PORÉM EXIGE DO PACIENTE A INGESTÃO E A DEGLUTIÇÃO; 
• A ABSORÇÃO DO MEDICAMENTO SE DÁ NO TRATO DIGESTÓRIO;

Via oral >  VANTAGENS: 

• FACILIDADES DE ADMINISTRAÇÃO 
• MENOS DISPENDIOSA 

Via oral • DESVANTAGENS: 

• NÁUSEAS 
• VÔMITOS 
• DIFICULDADES DE DEGLUTIÇÃO 
• “DEMORA” QUANTO À ABSORÇÃO

Via retal

VANTAGENS: • FÁRMACOS QUE SEJAM INATIVADOS PELAS ENZIMAS DIGESTÓRIAS E HEPÁTICAS; • PACIENTES QUE ESTEJAM EM ÊMESE OU INCONSCIENTES

DESVANTAGENS: • DIFICULDADES QUANTO À APLICAÇÃO (DESCONFORTO); • IRRITAÇÃO À MUCOSA; • PROBLEMAS QUANTO À ABSORÇÃO

Via parenteral

É A VIA UTILIZADA PARA A ADMINISTRAÇÃO DE MEDICAMENTOS EM UMA OU MAIS CAMADAS DA PELE;

APRESENTA AS SEGUINTES VANTAGENS: 

• EFEITO MAIS RÁPIDO QUE TODAS AS OUTRAS VIAS; 
• USO DE MEDICAMENTOS QUE NÃO PODEM EXISTIR NA FORMA DE COMPRIMIDOS; 
• REPOSIÇÃO DE LÍQUIDOS E NUTRIENTES

Via parenteral-tipos

PODE SER FEITA PELAS SEGUINTES VIAS:

• INTRAMUSCULAR (IM) 
• ENDOVENOSA (EV) OU INTRAVENOSA (IV) 
• INTRATECAL (Líquido cefalorraquidiano) 
• INTRA-ARTERIAL 
• INTRAPERITONIAL 
• INTRADÉRMICA 
• SUBCUTÂNEA 
• INTRACARDÍACA

Intramuscular

APLICAÇÃO SE DÁ DIRETAMENTE NO MÚSCULO, PARA SOLUÇÕES E SUSPENSÕES. ABSORÇÃO MUITO RÁPIDA. MÚSCULOS:

• DELTOIDE – 2 A 3 mL 
• VENTROGLÚTEO – 4 A 5 mL 
• MÚSCULO DA COXA – 3 A 4 mL

Endovenosa ou intravenosa

APLICAÇÃO ACONTECE NO INTERIOR DA VEIA QUANDO SE QUER OBTER EFEITOS IMEDIATOS EM CONCENTRAÇÕES ELEVADAS;

AS VEIAS UTILIZADAS PARA ESTA APLICAÇÃO SÃO AS SEGUINTES:

• PREGA DO COTOVELO 
• VEIAS DO ANTEBRAÇO 
• VEIAS DO DORSO DA MÃO 
• VEIAS DOS MEMBROS INFERIORES 
• VEIA JUGULAR

Endovenosa ou intravenosa

VANTAGENS: • Administração de grandes volumes (reposição de líquidos e sais); • Ação imediata e que garante 100% de biodisponibilidade; • Não possui absorção; • Boa precisão de dose

DESVANTAGENS: • Dificuldades quanto à reversibilidade; • Dolorosa; • Exigência de um profissional capacitado para a aplicação; • Assepsia; • Custos mais elevados; • Irritações no local da aplicação.

Via parenteral

• VIA INTRAPERITONIAL: POSSUI APLICAÇÃO NA CAVIDADE DO PERITÔNIO, O QUAL, POR SER MUITO VASCULARIZADO, FACILITA A ABSORÇÃO RÁPIDA. ESTA VIA É USADA NA DIÁLISE PERITONIAL. O PERITÔNIO É A MEMBRANA QUE REVESTE O ABDÔMEN. 

• VIA INTRADÉRMICA: POSSUI APLICAÇÃO ENTRE A PELE E O TECIDO SUBCUTÂNEO. EXEMPLO: VACINA BCG. 0,1 A 0,5 mL. SEM USO EM ODONTOLOGIA. 

• VIA SUBCUTÂNEA OU HIPODÉRMICA: POSSUI APLICAÇÃO LOGO ABAIXO DA SUPERFÍCIE DA PELE E ABSORÇÃO LENTA. POR ESTA VIA APLICA-SE A INSULINA. VOLUME: ATÉ 3mL.

Biodisponibilidade

A fração do fármaco que alcança a circulação sistêmica após a administração.

• Lipofilicidade; 
• Via de administração; 
• Efeito de primeira passagem.


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