Antiarrítimicos Farmacologia Aplicada (Farmácia) - Arte no Papel Online
Aula Bioquímica Aplicada (Farmácia) Curso Farmácia Faculdade Farmácia Farmacia EaD Farmacologia Aplicada (Farmácia)
Antiarrítimicos Farmacologia Aplicada (Farmácia)

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DESCRIÇÃO

Arritmias


Arritmias são disfunções da geração ou da condução de impulsos no miocárdio que podem causar alterações no ritmo cardíaco e manifestar-se na forma de bradiarritmia ou taquiarritmia. Os fármacos antiarrítmicos podem modificar a geração e a condução de impulsos, de modo a prevenir que ocorram arritmias ou para reduzir os sintomas associados a elas. Os antiarrítmicos podem ser classificados de acordo com o seu efeito predominante sobre o potencial de ação: classe I (bloqueadores dos canais de sódio); classe II (betabloqueadores); classe III (bloqueadores dos canais de potássio) e classe IV (bloqueadores dos canais de cálcio).


Você vai ver nessa postagem os aspectos gerais da farmacologia, incluindo a classificação, o mecanismo de ação e os efeitos adversos das diferentes classes de fármacos antiarrítmicos.


Objetivo de aprendizagem

  • Identificar as diferentes classes de fármacos antiarrítmicos.
  • Explicar o mecanismo de ação de fármacos antiarrítmicos
  • ​​​​​​​Listar os efeitos adversos dos fármacos antiarrítmicos.

Infográfico


Os fármacos antiarrítmicos são classificados de acordo com seu efeito predominante sobre o potencial de ação das células miocárdicas.

Neste Infográfico, você vai ver a classificação dos fármacos usados no tratamento das arritmias cardíacas.



Os fármacos antiarrítmicospodem ser classificados de acordo com seu efeito predominante sobre o potencial de ação: classe I (bloqueadores dos canais de sódio); classe II (betabloqueadores); classe III (bloqueadores dos canais de potássio) e classe IV (bloqueadores dos canais de cálcio).

Arritmias cardíacas são disfunções da geração ou da condução de impulsos no miocárdio, podendo causar anormalidades no ritmo cardíaco, manifestando-se como bradicardia ou taquicardia, sendo necessário o uso de medicamentos antiarrítmicos.


Na prática



As arritmias cardíacas são problemas comuns na prática clínica, ocorrendo em até 25% dos pacientes tratados com digitálicos, 50% dos pacientes anestesiados e mais de 80% dos pacientes com infarto agudo do miocárdio (IAM). As arritmias requerem tratamento, pois os ritmos muito rápidos, muito lentos ou assincrônicos podem reduzir o débito cardíaco. Algumas arritmias precipitam distúrbios de ritmo mais graves ou até mesmo letais, como, por exemplo, as despolarizações ventriculares prematuras precoces podem desencadear fibrilação ventricular. Nesses pacientes, os medicamentos antiarrítmicos podem salvar vidas (KATZUNG, 2017).


Veja a seguir um exemplo de caso clínico envolvendo o uso de agente antiarrítmico.



Desafio


Dona Maroca, uma professora aposentada de 69 anos, apresenta há um mês os seguintes sintomas: palpitações, falta de ar intermitente e fadiga. O eletrocardiograma (ECG) mostra fibrilação atrial com resposta ventricular de 122bpm e sinais de hipertrofia ventricular esquerda. A professora está tomando varfarina para anticoagulação e começou a receber metoprolol de liberação retardada, 50mg/dia.



Com base nos dados clínicos da paciente, o médico solicita a internação desta, de modo a iniciar o tratamento com dofetilida. Com isso, a paciente questiona como esse medicamento age e por que precisa ser internada para receber essa medicação. Você, profissional da saúde, como repassaria tais informações para dona Maroca? Explique a ela o porquê da decisão do médico


Escreva sua resposta nos comentários la em baixo:

Exercícios



1. Um paciente de 47 anos apresenta fibrilação atrial e o médico lhe prescreve digoxina. Esta apresenta um intenso efeito nas concentrações intracelulares de sódio, potássio e cálcio nas células miocárdicas.

Por qual mecanismo de ação a digoxina exerce tais efeitos farmacológicos?​​​​​​​


A. 
Inibe a Ca2+ATPase do retículo sarcoplasmático.


B. 
Inibe a Na+/K+ATPase nas células miocárdicas.


C. 
Inibe a fosfodiesterase cardíaca.


D. 
Inibe o receptor Beta1 cardíaco.


E. 
Inibe a liberação justaglomerular de renina


2. Uma mulher de 56 anos está em tratamento para a supressão crônica de uma arritmia ventricular. Após dois meses de tratamento, ela se queixa de cansaço constante. Exame revela uma frequência cardíaca de repouso de 10 batimentos por minuto abaixo de sua frequência cardíaca prévia. Sua pele está fria e úmida. Os resultados dos testes laboratoriais indicam níveis de tiroxina baixo e de hormônio estimulante da tireoide elevado.

Qual dos fármacos antiarrítmicos a seguir é a causa provável desses sinais e sintomas?


A. 
Procainamida.


B. 
Amiodarona.


C. 
Propranolol.


D. 
Quinidina.


E. 
Verapamil.



3. A fisiopatologia da arritmia de reentrada é causada por lesão do músculo miocárdico.
Portanto, a supressão de arritmias resultantes de um foco de reentrada é mais provável de ocorrer se o fármaco:


A. 
apresenta efeitos vagomiméticos no nó AV.


B. 
promove aumento da velocidade de condução no nódulo AV.


C. 
converte um bloqueio unidirecional em um bloqueio bidirecional.


D. 
reduz a velocidade de condução por meio do átrio.


E. 
apresenta efeitos tipo atropina no nó AV



4. José, 62 anos, está sendo tratado de uma arritmia atrial e tem se queixado de visão turva, zumbido e cefaleia.
Qual dos seguintes fármacos antiarrítmicos é o mais provável de causar tais sintomas adversos?


A. 
Amiodarona.


B. 
Procainamida.


C. 
Propranolol.


D. 
Quinidina.


E. 
Verapamil


5. Um homem de 57 anos está sendo tratado de uma arritmia atrial. Ele se queixa de boca seca, visão turva e dificuldade urinária.
Qual antiarrítmico ele mais provavelmente está usando?


A. 
Metoprolol.


B. 
Disopiramida​​​​​​​.


C. 
Dronedarona.


D. 
Sotalol.


E. 
Amiodarona.



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