
Trump deve anunciar ligação entre uso de paracetamol na gravidez e risco de autismo: o que dizem os especialistas
Nas últimas horas, a imprensa internacional tem repercutido a possibilidade de o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciar em breve uma suposta relação entre o uso de paracetamol (Tylenol) durante a gravidez e o risco aumentado de autismo em crianças.
De acordo com veículos como O Globo, InfoMoney e Estadão, a declaração deve ganhar espaço em discursos políticos de Trump, mas já vem sendo duramente criticada por cientistas e profissionais de saúde por falta de respaldo científico.
O que está em discussão?
O paracetamol é um dos analgésicos e antipiréticos mais usados no mundo, inclusive recomendado em casos de dor leve e febre durante a gestação. A preocupação surgiu a partir de estudos observacionais, que levantaram hipóteses sobre possíveis impactos do uso prolongado do medicamento na gravidez.
No entanto, não existe comprovação científica definitiva que ligue o paracetamol ao risco de autismo. Especialistas destacam que, até o momento, as pesquisas são inconclusivas e não permitem estabelecer causa e efeito.
O que dizem os pesquisadores?
Pesquisadores citados pelo Washington Post e pelo Estadão afirmam que a fala de Trump não está alinhada às evidências médicas disponíveis. Segundo eles:
-
Estudos existentes apresentam limitações metodológicas;
-
Não há consenso científico sobre a suposta relação;
-
A recomendação oficial continua sendo de que o medicamento pode ser usado em doses adequadas e sob orientação médica.
Risco de desinformação
A comunidade científica teme que o anúncio de Trump amplifique a desinformação em saúde, podendo gerar medo entre gestantes e incentivar a automedicação com alternativas menos seguras.
O paracetamol é considerado um medicamento relativamente seguro quando usado corretamente. A principal preocupação dos médicos é que mensagens políticas sem base científica causem confusão na população.
O que deve ser feito?
Gestantes nunca devem iniciar, suspender ou trocar medicamentos sem a recomendação de um profissional de saúde. A orientação médica individualizada é fundamental para garantir tanto a segurança da mãe quanto do bebê.
Embora o tema venha sendo explorado por Donald Trump em seu discurso, até o momento não há evidências científicas sólidas que comprovem que o uso de paracetamol na gravidez cause autismo. Pesquisadores reforçam a importância de basear decisões de saúde em dados científicos, e não em declarações políticas.



Nenhum comentário:
Postar um comentário