
🏥 Hospital de Novo Hamburgo fecha UTI e transfere pacientes após detectar superbactéria
Em uma medida preventiva, o Hospital Municipal de Novo Hamburgo, localizado na Região Metropolitana de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul, fechou temporariamente sua Unidade de Terapia Intensiva (UTI) e transferiu os pacientes internados para outro setor após a detecção da bactéria Acinetobacter baumannii, considerada uma das mais perigosas do mundo pela Organização Mundial da Saúde (OMS).
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⚠️ O que é a Acinetobacter baumannii?
A Acinetobacter baumannii é uma bactéria oportunista associada a infecções hospitalares graves, especialmente em pacientes com o sistema imunológico fragilizado. Ela é resistente a diversos antibióticos, incluindo os carbapenêmicos, que são utilizados como última alternativa no tratamento de infecções. A OMS destacou essa bactéria em 2024 devido à sua alta mortalidade, facilidade de disseminação em ambientes hospitalares e resistência a múltiplas classes de medicamentos
🏥 Medidas adotadas pelo hospital
Após a confirmação de quatro casos da bactéria — dois pacientes internados nos dias 11 e 15 de julho com infecção causada pela Acinetobacter baumannii e outros dois registros de transmissão cruzada dentro da UTI, em 16 e 22 de julho — o hospital decidiu fechar a UTI e transferir os sete pacientes para a Unidade Neurovascular, que foi esvaziada para recebê-los. Além disso, as cirurgias cardíacas eletivas foram suspensas temporariamente.
A Fundação de Saúde Pública de Novo Hamburgo (FSNH), responsável pela administração do hospital, esclareceu que a bactéria não é transmitida pelo ar e que os pacientes estão recebendo todos os tratamentos e assistências necessárias. Órgãos de vigilância sanitária do município e do estado foram acionados imediatamente para monitorar a situação.
🧼 Importância das medidas preventivas
A decisão de fechar a UTI foi tomada para proteger pacientes e profissionais de saúde, restabelecendo a segurança do ambiente assistencial. A Acinetobacter baumannii pode sobreviver por longos períodos em superfícies e equipamentos, resistindo a muitos antimicrobianos. A permanência de pacientes durante o processo aumenta o risco de novas infecções graves e potencialmente fatais, especialmente em pessoas criticamente enfermas.
Essas medidas reforçam a importância da vigilância constante e da adoção de protocolos rigorosos de controle de infecções em ambientes hospitalares, visando a segurança e o bem-estar dos pacientes.



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