
Birra x Crise: Como Identificar e Apoiar a Criança
Muitos pais e cuidadores enfrentam situações em que a criança demonstra comportamentos intensos, como choro, gritos ou resistência. Porém, é fundamental entender que nem sempre se trata de uma birra: em alguns casos, a criança pode estar passando por uma crise, especialmente quando existe uma sobrecarga sensorial ou emocional envolvida. Saber diferenciar esses dois cenários é essencial para oferecer o suporte adequado.
O que é Birra?
A birra é uma forma comum de expressão infantil e, geralmente, acontece quando a criança busca atenção ou deseja algo específico. É uma tentativa de comunicação, usada para demonstrar frustração ou insatisfação.
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Normalmente, a birra melhora quando a criança recebe aquilo que queria ou quando encontra uma forma de redirecionar sua atenção.
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É uma atitude consciente, ainda que infantil, e faz parte do desenvolvimento emocional da criança.
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Exemplos comuns: chorar porque não ganhou um brinquedo, se jogar no chão para conseguir um doce ou gritar para chamar a atenção dos pais.
O que é Crise?
A crise não é uma escolha da criança e não deve ser confundida com birra.
Ela acontece como uma reação intensa a uma sobrecarga sensorial ou emocional, sendo muito comum em crianças com Transtorno do Espectro Autista (TEA), mas também pode ocorrer em outras situações de estresse elevado.
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Diferente da birra, a crise não se resolve simplesmente ao oferecer algo que a criança deseja.
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É uma resposta involuntária do organismo a estímulos que a criança não consegue processar naquele momento.
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Pode incluir choro inconsolável, gritos, movimentos repetitivos, isolamento ou até agressividade, não como um ato de desafio, mas como forma de lidar com a sobrecarga.
Como Diferenciar Birra de Crise?
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Birra: acontece por uma razão específica e tende a parar quando a criança consegue o que quer.
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Crise: não é controlável pela criança e está ligada a fatores sensoriais e emocionais, não à vontade de obter algo.
Como os pais e cuidadores podem agir?
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No caso da birra: é importante manter a calma, estabelecer limites claros e consistentes, além de ensinar a criança a expressar suas emoções de forma saudável.
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No caso da crise: é necessário acolhimento. Ofereça um ambiente seguro, reduza estímulos (luzes, sons, agitação) e, se possível, use estratégias de autorregulação que funcionam para a criança. Evite julgamentos ou punições, pois isso pode aumentar o sofrimento.
Diferenciar uma birra de uma crise é essencial para que pais, cuidadores e educadores possam agir com empatia e eficácia. Enquanto a birra faz parte do desenvolvimento infantil e pode ser trabalhada com limites e orientações, a crise exige compreensão e acolhimento, especialmente quando está relacionada a condições como o autismo.
Com informação e sensibilidade, é possível oferecer o suporte adequado e contribuir para o bem-estar da criança.
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