
Whey Protein de 4 marcas são banidos do Brasil pela Anvisa — Entenda o que aconteceu
Data da notícia: 22 de agosto de 2025
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) proibiu a fabricação, comercialização, importação e publicidade de suplementos alimentares de quatro empresas. A seguir, entenda os motivos e medidas recomendadas para quem consumia ou pretendia consumir esses produtos.
1. Quais marcas foram banidas e por quê?
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Floral Ervas do Brasil Ltda
Produtos afetados: Magnésio Dimalato, Magnésio Quelato, Expectos Mel, Lipo Magre, Max Beauty, Gestlac, Max Neural e Digestvit.
Motivo: Ausência de estudos de estabilidade e uso de promessas com tom terapêutico enganosas. -
Gold Suplementos Ltda (marca Gold Labs/Bariatric)
Motivos: Falta de registro sanitário, presença de substâncias proibidas, alegações terapêuticas falsas e casos relatados de reações adversas graves. -
Cooperativa de Produtores Rurais de Presidente Tancredo Neves (Coopatan)
Produto afetado: lote da Goma Hidratada Ekobom
Motivo: sinais de contaminação — inclusive embalagens estufadas. -
Sunfood Clinical Brasil Indústria e Comércio (marca Nutrivitalle)
Motivo: fabricação sem licença, ingredientes não autorizados e ausência de registro sanitário.
2. O que a Anvisa orienta?
Se você adquiriu ou está utilizando algum desses suplementos, a Anvisa recomenda:
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Interrompa imediatamente o uso.
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Procure atendimento médico caso apresente sintomas adversos.
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A agência informa que seguirá fiscalizando e investigando novas empresas suspeitas.
3. Quem está por dentro? O que dizem os especialistas — e o público?
Embora ainda não existam relatos amplamente documentados em fóruns especializados sobre essas marcas específicas, discussões passadas (como as sobre hipercalóricos mascarados de whey ou falsificação de tabela nutricional) já destacavam a importância da atenção aos rótulos. Relatos em comunidades como r/Maromba alertavam para práticas como:
“Se tiver mais carbo do que proteína é hipercalórico.”
— Observação de consumidor sobre produtos mal rotulados.
“O scoop parece uma pá de criança brincar na areia de tão grande.”
— Crítica ao excesso de volume em pó, com pouco teor de proteína efetiva.
Esses comentários evidenciam um histórico de falta de transparência e preocupação do consumidor com a real composição dos suplementos.
4. Como evitar riscos futuros?
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Verifique se o suplemento possui registro ativo na Anvisa — consulte o site oficial da agência, buscando o nome do produto ou da empresa.
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Desconfie de promessas milagrosas ou terapêuticas, como “cura”, “emagrecimento rápido” ou “resultados garantidos em X dias”.
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Compare os valores nutricionais: um whey de verdade costuma ter boa proporção de proteínas por dose (por exemplo, mais de 20 g), sem exagero de carboidratos.
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Busque referências confiáveis, como laudos técnicos independentes (ex. ABENUTRI), e avalie a metodologia empregada nos testes.
A proibição da Anvisa reflete sua missão de proteger a saúde pública com base em critérios técnicos — e também um alerta claro para os consumidores: produtos sem aprovação regulatória ou com alegações inconsistentes merecem total desconfiança. Sempre priorize marcas com histórico confiável, rótulo claro e respaldo técnico.



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